Reflexão para o domingo, 7 de dezembro

Referente à perícope do Evangelho de Lucas 1, 26-38

Nessa bela obra de Fra Angélico representando a anunciação do nascimento de Jesus, o Anjo Gabriel, em toda a sua dinâmica direcionada à Maria, nos gestos das suas mãos, nas suas palavras representadas pela escrita em ouro, manifesta a decidida intenção do mundo espiritual de revelar o processo de concepção à consciência da futura mãe. Isso implica em um completo envolvimento e ligação com o novo ser anunciado. As metas espirituais anunciadas à consciência humana são sempre um grande desafio, porque ainda devem ser a todo custo realizadas. As asas do anjo Gabriel não cabem completamente na morada de Maria; ela ainda tem que aceitar sem condições a sua missão. Ela reconhece que o seu corpo e a sua existência terrena são um instrumento para a revelação do mundo espiritual. Depois do susto e temor, ela pôde aceitar incondicionalmente com as palavras: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.”
Esse momento é apresentado aqui em relação ao acontecimento representado no fundo à esquerda, a expulsão de Adão e Eva do Paraíso – Eva tendo havido sido retirada por Deus do lado de Adão durante o seu sono inconsciente.
Toda a evolução do ser humano desde a expulsão de Adão e Eva do Paraíso foi realizada sem a consciência individual desperta, mas sobretudo pela guia do mundo divino.
Quando, enfim, chegou a época em que a consciência individual estava desperta, então o mundo espiritual logo lhe revela a sua missão, ou seja, vir a permear todos os processos de vida na Terra com a consciência do Eu Sou. O primeiro que veio a cumprir isso foi Jesus Cristo ressuscitado, denominado pelo apóstolo Paulo de o segundo Adão.
Com a anunciação do anjo Gabriel à Maria se configura um novo ciclo da humanidade, o gerar de um novo ser humano, guiado pelo seu próprio espírito e carregado pelo Cristo.
Desde então, soa o apelo a cada um de nós: “evolva- te” a partir da imagem divina primordial. Assim a humanidade estará contribuindo para a espiritualização de toda a Terra e dos reinos da natureza. Sem isso, o mundo sensorial entrará em colapso, privado de seu fundamento no Espírito. O tempo urge!

Helena Otterspeer

Reflexão para o domingo, 30 de novembro

Na natureza observamos os ritmos do Sol, da Lua e das estrelas. Eles parecem ser eternos.
Lucas nos descreve que esse âmbito, das potencias celestes, será abalado. Que nele aparecerão os sinais para a nova vinda do Filho do Ser Humano.
Hoje, com o começo da Época de Advento, iniciamos o novo ano cristão. Ele nos fala, através das festas, da vinda do Filho do Ser Humano para a Terra. Essa vinda – e a nossa relação com ela – revivenciamos a cada ano.
Vivenciar cada vez mais profundo o significado das festas cristãs é um caminho que nos prepara para podermos nos levantar e erguer as cabeças quando acontecerem os grandes sinais que Lucas descreve.
Assim, podemos passar pelas grandes mudanças que virão e nos abrirmos para a nova vinda do Filho da Humanidade.

Julian Rögge

Reflexão para o domingo, 23 de novembro

Referente à perícope do Apocalipse de João 22, 12-21

No artigo “Ich bin, was fehlt” (Eu sou o que falta), publicado na revista Das Goetheanum em 11 de novembro de 2025, Andreas Laudert descreve poeticamente o contraste entre a intensidade de uma grande cidade e a serenidade de uma cidade no campo, mostrando que, independentemente do lugar, o que realmente falta é a atitude com que cada um de nós responde às circunstâncias.
Nós também podemos perceber esse contraste em nossas vivências entre a grande cidade e a vida no interior. Muitos de nós carregamos a experiência da neblina interior: o cansaço das filas, o metrô lotado, a chuva que atrasa tudo, o barulho constante. Depois, ao chegar ao interior, com seu vento limpo, suas colinas, seu ritmo mais lento, surge a resposta à nossa nostalgia profunda de silêncio, de natureza, de nós mesmos. Mas, nem a cidade é o problema, nem o campo é a solução. O que nos falta não está no lugar. Está em nós. Por isso o Apocalipse diz: “Bem-aventurados os que lavam suas vestes.” Não para voltar ao paraíso perdido, mas para seguir adiante, para a nova Jerusalém que ninguém ainda viu, mas que começa no coração desperto. A verdade é dura e libertadora: Não podemos voltar atrás. Precisamos aprender a amar o mundo como ele é: o trânsito da grande cidade às 18h, a fila do terminal, o cheiro de chuva no concreto e também o silêncio do campo, o canto dos pássaros, o céu de um lugar sem luz artificial. Cristo não espera que fujamos da cidade. Ele quer acender sua luz nela. Entre carros, prazos, celulares, buzinas, ali mesmo começa a revelação. E ela começa pequena: uma palavra de boa vontade, um olhar atento, um gesto generoso. É assim que o mundo se transforma. Não por planos grandiosos, mas por atenção e presença. E, então, surge a frase que resume tudo: Eu sou o que falta. Eu sou o que falta para que a compaixão exista. Eu sou o que falta para que a cidade seja habitável. Eu sou o que falta para que o campo seja encontro e não fuga. Eu sou o que falta para que o Cristo que vem encontre espaço. Que o Cristo desperte em nós o coração capaz de ver, amar e transformar, até que, em cada lugar, cidade ou interior, possamos dizer com verdade:“Eu sou o que falta.”

Carlos Maranhão

Reflexão para o domingo, 16 de novembro

Referente à perícope do Apocalipse de João 21, 1-27

Muitas pessoas vivem hoje em dia em cidades grandes. Muito concreto, altos edifícios, inúmeros veículos nas ruas… Toda nossa tecnologia criou estas cidades e tudo que nelas existe. Todas essas coisas foram construídas de baixo para cima. Primeiro os fundamentos assentados em terreno profundo e firme e, pouco a pouco, foram subindo as colunas que sustentam toda estrutura, até chegar ao telhado.
O trecho do Apocalipse desta semana nos descreve que a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, ao contrário, é construída de cima para baixo. Seus muros descem do alto e se assentam sobre os ombros dos doze apóstolos do Cordeiro. Aqui se descreve uma construção não feita de pedra ou cimento, mas de uma qualidade espiritual preciosa (em alusão às diferentes pedras preciosas que são mencionadas no texto!). Trata-se de uma construção que simultaneamente é divina e humana!
Cristo quer colocar à disposição do ser humano sua preciosa força, aquela mesma força de vida que no domingo de Páscoa venceu a morte e desde aquele momento começou a preparar a construção de um novo mundo.
Como já mencionado no texto: “Eis que faço novas todas as coisas!” Todas as construções humanas, que foram edificadas “de baixo para cima”, mais cedo ou mais tarde caíram, desmoronaram ou serão derrubadas pelo tempo ou pelo próprio ser humano. A construção que provém do alto se baseia num princípio imperecível. Contudo para que se realize, precisa encontrar “ombros humanos” onde possa se apoiar.
Aquele que está sentado no Trono divino é quem impulsiona este processo criador, mas ao mesmo tempo é necessário que seres humanos estejam dispostos a acolher e a sustentar este impulso. Somente assim a Cidade Santa poder vir a existir: “a morada de Deus com o Ser humano”, o “EMANUEL – Deus-Conosco”.
Como o próprio Cristo no início deste livro cheio de imaginações e promessas futuras já anunciou: “Eu estou à porte e bato, quem ouvir a minha voz e abrir a porta, então eu entrarei nele, farei morada nele e cearei com ele e ele comigo!” (Ap 3,20).
A construção da Nova Jerusalém é uma promessa a realizar-se em um futuro ainda distante. Entretanto, ela começa hoje, em cada momento em que o ser humano dá atenção ao que ouve (e que realmente importa), acolhe-o e começa a construir algo que possa vir a contribuir na construção deste Novo Céu e desta Nova Terra!

Renato Gomes
Pastor da Comunidade de Cristãos de Campinas

Reflexão para o domingo, 9 de novembro

Referente à perícope da Apocalipse de João 3, 1-6


Miniatura mozárabe – João entrega uma carta para o anjo de uma comunidade

Com o advento começará o próximo ano cristão, mas justamente na época do ano em que nos dedicamos à memória dos falecidos e que finalizamos o ciclo do ano cristão, se nos abrem as imagens e palavras do último livro do Novo Testamento, do Apocalipse, da revelação a João.
Na leitura do último domingo, do primeiro capítulo pudemos vivenciar a realidade do Filho do Homem atuando entre os sete candelabros. Jesus Cristo está atuando entre nós, nas comunidades cuja luz do conhecimento espiritual se mantém viva, agregando várias pessoas diante do altar. Isso significa consolo, cura, fortalecimento e superação para que o ser humano se torne apto a colaborar na obra do Filho.
O Filho do Homem atende à humanidade em crise por meio de João, que leva suas mensagens, suas cartas, para as sete comunidades. Cada uma das cartas tem a mesma estrutura. Primeiro, Jesus Cristo fala especificamente para cada comunidade através de um de seus atributos como Filho do Homem, como vivenciado no primeiro capítulo. Depois, o Filho do Homem aponta para as fraquezas e as faltas, para então apelar para a intenção da alma humana de querer superá-las.
Cada comunidade, representada por seu respectivo anjo, abarca apenas uma das qualidades do Filho do Homem. Mesmo assim, cada uma delas ainda está longe de poder exercer essa qualidade plenamente. Uma oitava comunidade seria do mesmo tipo que uma das sete e todas juntas abarcariam a natureza divina do Filho do Homem, a meta a ser alcançada pela humanidade.
No passado, muitas comunidades e culturas puderam desenvolver qualidades espirituais da consciência humana. Atualmente, temos a tarefa de conquistar novas faculdades espirituais e ainda outras no futuro. Segundo a antroposofia, a comunidade de Sardes representa a nossa época cultural.
Jesus Cristo fala com a comunidade de Sardes – e com certeza pode ser ouvido – como aquele que tem o poder sobre os sete espíritos criadores e sobre as sete estrelas. Essa também é uma qualidade do ser humano moderno, que é capaz de elevar a consciência, o conhecimento espiritual, para poder agir no mesmo sentido de luz e vida, como os espíritos criadores e os seres hierárquicos que querem apoiar a humanidade.
No entanto, são muitos os empecilhos para tal. Todo o sentido da nossa civilização e do pensamento moderno está em criar melhores condições exteriores de vida, através dos recursos naturais do planeta e da técnica moderna. Disso somos muito orgulhosos. No entanto, nos surpreenderíamos muito ao constatar que todas essas assombrosas realizações técnicas hoje, tendo muito sentido para nossa vida terrena, não têm nenhuma repercussão para o futuro e para a meta da humanidade.
Assim fala o anjo: eu percebo o que fazes, tens o nome de um ser vivo, mas estás morto. Realmente, não é à toa, que o planeta Terra se encontra num processo acelerado de morte, assim como muitas espécies nos reinos da natureza, das plantas e dos animais.
No entanto, Jesus Cristo apela para a força interior, que ele concedeu pela sua ressurreição à humanidade. Essa força se encontra adormecida na nossa alma e no nosso coração. Podemos despertá-la quando alçamos os nossos olhos para a realidade do Jesus Cristo ressuscitado. Esta é a hora de fazê-lo; se não o fizermos estaremos rompendo com todos os laços de vida que nos unem.
O sono do materialismo que nos domina é muitas vezes tão pesado, que apenas grandes catástrofes da natureza e/ou entre os povos conseguem nos despertar. É dura a tarefa de superação, é árduo o caminho de revivificação dos pensamentos. No entanto, todo esforço trará seu fruto e juntos em Cristo o impossível poderá se realizar.

Helena Otterspeer

Reflexão para o domingo, 2 de novembro

Referente à perícope do Apocalipse de João 1, 1-20

O que significa dizer que vivemos em tempos apocalípticos? As estruturas parecem frágeis, há crises espirituais, morais e sociais. Tudo aponta para um tempo de decisão. Isso não significa necessariamente “fim”, mas tempo de distinção: verdade e aparência começam a se separar.
Isso nos mostra a perícope desta semana: o centro da história não é o medo, mas a presença de Cristo. O livro começa com uma visão de revelação: tempos em que o véu cai e o que estava escondido aparece.
O essencial é que o Cristo está no meio dos candelabros, no meio das comunidades humanas, no meio da Igreja e, podemos dizer, no meio de cada coração que o busca.
Não estamos sozinhos. Há também os anjos que velam pelas comunidades e pelas pessoas. Mesmo quando tudo parece confuso na Terra, há uma ordem espiritual atuando.
Mas há algo que depende de nós. Se o Cristo caminha entre as lâmpadas, nós precisamos manter a lâmpada acesa. Isso quer dizer: vigilância interior, discernimento, coragem para escolher o que é de Deus e não apenas o que é cômodo.
O plano de salvação não acontece sem a cooperação humana. Cada gesto de fidelidade, de amor e de verdade ajuda a realizar a vontade de Deus na Terra.

Carlos Maranhão

Reflexão para o domingo, 26 de outubro

Referente à perícope da Carta de Paulo aos Efésios 6, 10-19

Paulo descreve a armadura de Deus que nos possibilita ficar de pé na luta contra os seres do mal. Ela nos protege contra os ataques do mal.
Para vestir essa armadura, precisamos desenvolver várias qualidades. Olhando para essas qualidades, percebemos que elas não só nos protegem contra o que vem de fora – como a armadura de ferro de um cavaleiro – mas também contra o mal dentro de nós. Para vestir a armadura de Deus, precisamos lutar contra o mal dentro de nós.
A verdade como cinturão, a justiça como couraça, os pés calçados com a paz e o capacete da salvação – essas qualidades nos protegem para dentro e para fora. Elas nos dão a possibilidade de empunhar o escudo da fé e usar a espada da palavra de Deus.
Vestindo essa armadura de luz, pouco a pouco vencemos o mal dentro de nós. Protegidos por ela podemos lutar junto com Micael e seus exércitos contra o dragão e seus exércitos.

Julian Rögge

Reflexão para o domingo, 12 de outubro de 2025

Referente à perícope do Apocalipse de João, 12

Miniatura dos Comentários do Apocalipse – estilo mozárabe

Quando a virgem cósmica e sua criança recém-nascida são ameaçadas pelo dragão, Micael e sua legião estão imediatamente prontos para a necessária batalha cósmica. A virgem cósmica vestida com o Sol e com a coroa de 12 estrelas sobre a sua cabeça, prestes a dar à luz uma criança, é uma imagem da própria Terra, vestida com a sua atmosfera solar brilhando no Cosmos, coroada pelas 12 constelações estelares do zodíaco e sendo o palco do desenvolvimento da humanidade para o despertar da nova entidade espiritual do Eu na consciência humana.

No âmbito terreno, esta virgem é a imagem da alma humana, que tem uma origem e uma meta divina, sua essência sendo a luz da consciência da verdade.

O desenvolvimento cósmico iniciado pelos deuses chega ao ponto crucial em que, tendo a alma humana alcançado uma consciência individual e livre, os deuses entregam a regência da evolução à humanidade. Os deuses, enfim, todos os seres hierárquicos não podem mais interferir nessa evolução, a não ser quando são solicitados. Esse necessário afastamento dos deuses tem suas consequências; agora a alma humana se torna o palco do encontro com as forças do mal, ela é perseguida por estas forças que se querem apossar dela.

A corajosa prontidão de Micael na batalha cósmica, a sua seriedade nesse momento crítico, são um apelo para a humanidade na Terra. Um apelo para que ela esteja disposta a grandes desafios e transformações, para que ela permita e procure a intercessão de Micael na medida em que se mostre apta para aprender, para criar novas qualidades espirituais, intrinsecamente necessárias para o futuro. Se o ser humano permanecer como está, somente guiado por tradições vazias, pelo comodismo e passividade, o futuro não será possível. A transformação urge, na medida em que reconhecemos os ataques do mal e, com a coragem e o apoio de Micael, os superamos.

Micael abre o acesso à atuação divina no destino terrestre da alma humana. A mão de Micael está respeitosamente acenando para que o ser humano livre acolha os seus impulsos, que preparam a alma humana para receber o Cristo em si, a criança cósmica que quer nascer dentro da alma. Nesse aceno ouvimos o apelo de Micael nas palavras de Rudolf Steiner:

Espírito vencedor, Micael
Inflame a impotência
Das almas indecisas,
Queime o egoísmo,
Acenda a compaixão,
Para que o altruísmo,
A corrente vital da humanidade,
Brote como fonte
Do renascimento espiritual.

Helena Otterspeer

Reflexão para o domingo, 5 de outubro

Referente à perícope do Evangelho de Mateus 22, 1-14

O Reino de Deus está aberto a todos: bons e maus. E, se somos sinceros, reconhecemos que em cada um de nós convivem o bem e o mal. Por isso, a entrada nessa realidade não depende de uma distinção exterior, mas da decisão interior de cada coração. A parábola das bodas nos fala dessa grande festa: o restabelecimento da união com Deus. A todos chega o convite. Mas então surge uma imagem desconcertante: um convidado é expulso porque não trazia as vestes apropriadas, é lançado às trevas, onde há choro e ranger de dentes. Parece duro demais, não corresponde à nossa imagem de um Deus de misericórdia. Como compreender isso?
Aqui é preciso recordar: Deus nos fez livres. Ele não nos força nem a entrar na festa, nem a permanecer nela. Podemos comparecer a muitas festas com o traje que quisermos; mas aqui não se trata de convenções externas. A veste das bodas não é pano, mas condição da alma. É a pureza interior, o fruto do trabalho consciente de transformação. Cada um de nós carrega em si sentimentos de raiva, inveja, rancor, incredulidade. Esses são os farrapos que trazemos na alma. O convite de Deus não exclui ninguém por causa disso. Ao contrário, Ele nos dá todo o tempo necessário para que, em liberdade, decidamos purificar-nos, trabalhar nossos sentimentos, abrir-nos à fé e ao amor.
A exclusão da festa, portanto, não é um ato arbitrário de Deus, mas a consequência natural de ainda não estarmos prontos para viver em comunhão com Ele. Somos nós mesmos que nos afastamos da luz quando ainda não suportamos vesti-la.
Assim se entende a frase: “Muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” O chamado ressoa em todos, mas os escolhidos são aqueles que, em liberdade, respondem, cultivando o trabalho interior, buscando a Deus não apenas com palavras, mas com vida transformada.
O Apocalipse de João descreve os que perseveraram na fé, que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro. Essa é a veste nupcial: a alma purificada e fortalecida por Cristo, que redime nossas feridas e nos guia no caminho.
Portanto, não temamos a imagem da exclusão, como se fosse um castigo imposto. Antes, compreendamos que ela nos revela a seriedade de nossa liberdade. O convite está sempre diante de nós. Cabe a cada um decidir, passo a passo, se deseja preparar sua veste e entrar na festa da união com Deus.

Carlos Maranhão

Reflexão para o domingo, 28 de setembro de 2025

 Referente à perícope do Evangelho de Lucas 7, 11-17

Na natureza observamos algumas árvores que estão totalmente sem folhas. Elas parecem mortas. Mas com a chegada da primavera, com os toques do sol e do calor, as folhas começam a brotar novamente. A vida dessas árvores começa a brotar novamente.

O jovem de Naim morreu e é levado para ser enterrado. Somente o toque e a fala do Cristo conseguem trazê-lo de volta para a vida.

Em nós também há a qualidade da morte. Encontramos em nós várias coisas que estão morrendo e que precisam ser transformadas.

Como a árvore necessita do sol e o jovem do Cristo, também precisamos de ajuda.

Como encontramos o toque e a fala do Cristo? Nós os descobrimos nos encontros com outras pessoas, na fala de um amigo e em nosso destino.

De vez em quando, sentimos neles a presença do mundo espiritual, do Cristo.

Junto com o Cristo, temos a possibilidade de transformar em nós o que está morrendo.

Como a árvore na primavera, junto com ele nós nos abrimos novamente para o brotar da vida em nós.

Julian Rögge