Reflexão para o domingo, 20 de junho

Época da Trindade

Referente ao perícope de João 1, 35-51

Na natureza podemos observar que uma semente necessita terra boa, água e o sol para crescer. Com essas condições ela se desenvolverá e se tornará uma planta. Caso contrário ela não poderá se desenvolver.

Diferente das sementes, nós podemos mudar as condições nas quais vivemos. Podemos nos colocar a caminho e começar a procurar as condições de vida que necessitamos. Isso vale ainda mais para o nosso desenvolvimento espiritual. Sem a nossa atividade, dificilmente daremos passos nessa direção.

“Rabi, onde você se encontra?”

Com essa pergunta os discípulos iniciam uma busca espiritual. Eles começam a seguir o Cristo. Nesse caminho eles se ligam com o verdadeiro ser do Cristo.

Podemos viver com a mesma pergunta e trilhar o mesmo caminho. Nele descobriremos cada vez mais o Cristo e teríamos a possibilidade de nos ligarmos a ele.

Julian Rögge

Reflexão para o domingo, 13 de junho

Época da Trindade

Referente ao perícope de João 4, 1-26


Podemos observar principalmente duas fontes de água doce: a chuva e a água que vem da terra, de uma nascente ou de um poço. Toda a vida na Terra depende dessa água. As plantas, os animais e nós seres humanos necessitamos de um fluxo constante de água para podermos viver. Sempre voltaremos a ter sede dessa água.
Aonde podemos encontrar a água viva da qual Cristo fala? 
Diferente da água terrena, encontraremos a fonte dessa água dentro de nós mesmos. Ao venerarmos o Pai em espírito e em verdade, iniciamos um caminho para permitir que essa nascente brote. Ao nos abrirmos para o espírito, permitimos que ela se fortaleça. Cada gota da verdade divina que alcançamos a vivifica.
Pouco a pouco a fonte de água viva aumentará. Ela deixará fluir as forças eternas do Cristo em nós. Tudo que bebermos dessa fonte fortalecerá nossa ser eterno.

Julian Rögge

Reflexão para o domingo, 6 de junho

Época da Trindade

Referente ao perícope de João 3, 1-21

Quando observamos a chegada da luz de um novo dia, percebemos como o mundo se torna pouco a pouco visível. Primeiro enxergamos contornos em diferentes tons de cinza. Depois as cores se evidenciam. Por fim, os raios de sol deixam o mundo visível. Porém, com a chegada da luz, as sombras também aparecem.
Podemos observar um fenômeno semelhante em nossas almas. No início de nossa vida, o mundo da alma, não tem ainda a luminosidade da consciência. Enxergamos somente seus contornos. Pouco a pouco reconhecemos o que há nele ao trazermos a luz da consciência. O mundo da alma torna-se mais visível.
Assim como o sol ilumina o mundo, Cristo quer iluminar a nossa alma. A luz do Cristo mostrará o que brilha em nós. Mas ela tornará também visível nossas sombras. Teremos a coragem e a força de nos abrirmos para essa luz pura e olharmos para nossas sombras?
Quando damos esse passo, podemos perceber a diferença entre a luz do mundo e a luz do Cristo. Com a luz do Cristo, nossas sombras ficam visíveis, mas ao mesmo tempo são envolvidos em seu amor. Nele encontramos a força para aceitá-los e transformá-los.

Julian Rögge

Reflexão para o domingo, 30 de maio

Época de Trindade

Referente ao perícope de Mateus 28, 16-20

Este trecho é o final do Evangelho de Mateus.
O Cristo Ressuscitado, dirige suas últimas palavras, antes da ascensão a seus discípulos e lhes dá uma tarefa:
“fazei discípulos em todas as nações…”
Normalmente é assim que é traduzida esta primeira exortação aos apóstolos, que a partir de pentecostes, saem pelo mundo levando Sua Boa-Nova.
O que significa ‘fazer discípulos’? No texto original grego a palavra é um verbo, que em nosso idioma corresponderia a forma ‘discipular’, ou seja, ativamente, ajudar alguém a se tornar um discípulo.
O que é um discípulo? Em sua origem latina (DISCIPULUS < DISCAPERA) a palavra expressa que é aquele que capta (-CAPERA), apreende o que está além (DIS-) do seu horizonte de conhecimento. Também em grego a palavra (MATHETES = discípulo) provem de um verbo (MANTHANO) que significa aprender, experienciar, perceber, notar.
Estes dois antigos idiomas formaram estas palavras a partir da mesma ideia: aquele que nota, observa, experimenta e apreende o que está fora de si mesmo e com isto aprende algo novo.
Em primeira linha, portanto, tornar-se discípulo significa ter sua atenção dirigida não para si próprio, mas para o mundo e ser capaz de aprender algo a partir da observação e contemplação do que está a sua volta.
Algo simples e ao mesmo tempo complexo!
Nestes tempos em que por vezes prevalecem discursos que reforçam apenas o que faz parte das próprias crenças e dos próprios interesses, um discípulo moderno precisa ter muita força de vontade para observar com atenção, sem preconceitos, a fim de  entender com profundidade e assimilar com interesse para, por fim, poder apreender, o que está a sua volta, mesmo que tais experiências lhe sejam num primeiro momento estranhas, desconhecidas ou inusitadas.
Sem esta predisposição de alma, na verdade não é possível um verdadeiro aprendizado. Se não há aprendizado, não há, portanto, verdadeiros discípulos.
A tarefa que Cristo deixa a todos nós, que queremos tornar-nos Seus discípulos, poderia deste modo ser expressa em termos modernos, mais ou menos no seguinte:
“Ajudai a todo e qualquer ser humano a usar bem seus sentidos para notar, observar o que a vida lhe mostra e com isto ampliar seu horizonte de conhecimento e aprender sempre algo novo”
Se cada um de nós puder atuar deste modo, “despertando” discípulos por meio daquilo que fazemos, será possível pouco a pouco ir realizando a última parte da mensagem de Cristo:
“…e assim estarei convosco, todos os dias, até a consumação dos tempos!”
Pois Ele está em toda parte, à nossa volta. Para encontra-Lo é preciso aguçar os sentidos e abrir o entendimento frente a cada nova aprendizagem.

Renato Gomes

Reflexão para o domingo, 23 de maio

Época de Pentecostes

Referente ao perícope de João 14, 23-31

Cristo conduz seus discípulos à revelação que perdura desde então e está disponível a todos nós.
Ao desenvolvermos em liberdade, o amor genuíno pelo ser do Cristo nossas almas tornam-se receptivas à Palavra, ao Verbo. Intuímos sua magnitude e nossos corações tornam-se morada para Pai e Filho. Dessa nova morada, o Pai irradia através do Filho o Espírito Santo que vem em nosso auxílio para despertarmos em sabedoria e recordação. Recordação do mistério da vinda de Cristo para a Terra, seus ensinamentos, morte, vitória sobre a morte, ressurreição e ascensão. Esse despertar nos levará cada vez mais a recebermos a paz de Cristo. A paz verdadeira que erradica de nossos corações todo o medo e temor que acompanham nossa vida terrena e nos paralisam em nossas ações e sentimentos.
Por fim, soa o chamado: “Levantai-vos”.
Cristo nos exorta a nos posicionarmos e fazermos nossa parte na evolução. Tudo que precisamos para levantar e atuar está contido em nossos corações. O Pai, o Filho e o Espírito Santo nele habitam.
A espera que alguém nos diga o que devemos fazer, nos prende às correntes do passado. Já estamos na nova era, onde cada ser humano adulto que sente em si o Cristo, é responsável por criar na Terra comunidades que permitam a irradiação da Fé, do Amor e da Esperança.

Viviane Trunkle

Reflexão para o domingo, 16 de maio

Época de Ascencão
Referente ao perícope de João 16, 24-33

Um balanço é um brinquedo que alegra muito as crianças. Balançar para lá e para cá, sentir o vento no rosto, perder o peso quando ele chega ao seu ponto máximo. Mas as crianças muito pequenas ainda não conseguem balançar sozinhas, e precisam o tempo todo que alguém lhes dê um empurrão, para que o balanço continue em movimento. Numa determinada idade a criança aprende a balançar sozinha. Para isso ela tem que perceber o momento em que o balanço para o seu movimento no ponto mais alto, muda a direção, para então dar com o próprio corpo um novo impulso para o movimento. Quem consegue por si mesmo, nestes momentos de parada do balanço, dar um impulso para um novo movimento, pode balançar pelo tempo que quiser. Quem não consegue fazer isto, ou é dependente de receber o impulso de uma outra pessoa, ou balança somente por um tempo, até que o balanço pare por completo.
Em nossa vida interior podemos perceber algo semelhante ao balanço. Às vezes recebemos de fora, de alguém ou de um acontecimento, um impulso que nos movimenta, nos possibilita sermos ativos. Mas normalmente estes impulsos que vêm de fora, nos colocam em movimento somente por algum tempo, então se esgotam, enfraquecem, perdem a sua força. Para novamente sermos ativos necessitamos de um novo impulso de alguém ou de alguma coisa. Enquanto vivemos assim somos como crianças que ainda não aprenderam a balançar sozinhas. Mas também interiormente, com a nossa alma, podemos aprender a „balançar” sozinhos. Para isso necessitamos de momentos de silêncio, de calma, de falta de movimento. Exatamente nestes momentos podemos aprender a desenvolver uma atividade interior, independente de alguém ou de algo.
Aprendemos a dar, por nós mesmos, um novo impulso de atividade para a nossa alma. Esta é a qualidade que uma oração ou uma meditação podem ter: um momento de silêncio, de falta de movimento exterior, no qual podemos dar um novo impulso de movimento próprio, e continuar a “balançar“ em nosso caminho de vida.
João F. Torunsky

Reflexão para o domingo, 9 de maio

Época de Páscoa
Referente ao perícope de João 14

Quando nascemos recebemos o nosso corpo como morada aqui na Terra. Ele é um presente dos nossos pais e dos seres espirituais. Na infância e na juventude tomamos cada vez mais posse deste corpo. Fazemos dele a nossa própria casa e ele nos serve como ponto de partida para nosso desenvolvimento na Terra. No momento de passar pelo limiar da morte deixamos essa casa terrena para trás e seguimos o nosso caminho no mundo espiritual.
No Evangelho de hoje, Cristo fala que preparará para nós, uma morada junto ao Deus Pai. Ele preparará nosso lugar no mundo espiritual que certamente também servirá como ponto de partida para nosso desenvolvimento. Onde está essa morada e como chegamos até ela?
O Cristo também fala sobre a força do amor. Em nossa vida temos várias possibilidades para aprender a amar: amar ao próximo e a nós mesmos; amar as alegrias e dores da vida; amar os reinos da natureza e o mundo espiritual. A cada passo neste caminho de aprendizado, nós nos abrimos cada vez mais. Nós nos abrimos para o mundo ao nosso redor, para nós mesmos e para o mundo espiritual.
Como a força do amor e os passos para uma abertura maior, pouco a pouco descobriremos um mistério: A morada que o Cristo prepara para nós junto ao Deus Pai não está longe, ela está em nós mesmos. Em nossa individualidade, em nosso ser eterno, se encontram o mundo espiritual e o mundo físico. Nessa essência do nosso ser, encontramos a morada preparada pelo Cristo. Nela estão presentes as forças do Deus Pai, do Cristo e do Espirito Santo. Essa morada espiritual servirá cada vez mais como ponto de partida para todos nossos caminhos aqui na Terra e no mundo espiritual.
Julian Rögge

Reflexão para o domingo, 2 de maio

Referente ao perícope de João 16, 1-15

Após longo período de tempestades e escuridão, de repente surge um dia de sol. Sair para caminhar nesse dia ensolarado traz um prazer redobrado em contraste com os dias em que as nuvens escuras encobriam o sol. Mesmo sabendo que isso não ia durar, muitas vezes não é tão fácil manter um estado de espírito positivo. Mas toda tristeza fica para traz com o despertar de um dia brilhante de sol.
Toda despedia é triste e podemos imaginar como foi triste para os apóstolos de Jesus saber que ele não mais estaria com eles pouco antes da ascensão, quando ele diz que vai para o Pai. Jesus trata de consolar seus discípulos, sabendo de todas as agruras, sofrimentos e morte violenta que iriam sofrer com a perseguição dos judeus. Mas o consolo de Jesus ressuscitado para os discípulos, é o de não se entristecerem, pois ele enviará o consolador, o advogado, o paráclito. Este é o Espírito Santo que traz o entendimento, o esclarecimento, a luz da revelação. Sabemos que os discípulos de Jesus só estarão preparados para levar à frente sua missão de evangelização e criação de comunidades a partir de Pentecostes, que é o cumprimento da promessa de envio do Paráclito. Mais de dois mil anos depois, podemos nos perguntar como O Cristo nos consola diante da onda de descrença, tristeza, medo e desespero marcados pelas crises de nossos tempos. Por meio do Espírito Santo, o Cristo nos acompanha até o fim dos tempos, e as crises são oportunidades para despertar do sono de ilusão oferecido por um suposto conforto, que depois de alguma reflexão percebemos que na verdade não oferece consolo algum. A força do Espirito é o que nos move para frente e cria uma perspectiva abrindo nossos olhos para que possamos ver o que é bom e o que nos prejudica. Ele nos ajuda a entender os mistérios da vida, dando-nos força interior quando falta coragem e imaginação. Ele é um construtor de pontes: ele cria o novo começo e, assim, se conecta com a essência do que não pode perecer. O Espírito nos desperta do sono da insensatez e da ilusão, mantendo a nossa consciência desperta e nos indica caminhos, mostrando a luz brilhante do sol de um novo dia.

Carlos Maranhão

Reflexão para o domingo, 25 de abril

Época de Páscoa

Referente ao perícope de João 15, 1-27

“O sangue de Jesus tem poder!”

É provável que muitos já tenham ouvido ou lido esta frase em algum lugar…

Recentemente, dirigindo na estrada, ao ultrapassar um veículo me deparei com esta frase na traseira de um grande caminhão.

As sensações e associações que vieram à mente foram muitas, não me foi possível negar também um certo “incômodo”, pois tais assuntos que tocam o religioso, em geral, não me parecem apropriados para traseiras de caminhões… mas será certo?

Havia ainda um bom trecho de estrada pela frente e as reflexões prosseguiram…

No Evangelho que refletimos este domingo encontramos a imagem da videira e dos ramos. Cristo se autodenomina a videira verdadeira e acrescenta que todo aquele que quer ser seu discípulo pode se tornar um ramo desta videira e deve dar bons frutos.

A seiva que flui pelo tronco da videira é a mesma que corre pelos inúmeros ramos. Leva água e nutrientes, retirados das profundezas do solo, que servirão de matéria-prima para a formação dos frutos.

Seguindo a sequência desta analogia, Cristo é quem traz das profundezas do Ser do Pai os “nutrientes espirituais” e os deixa fluir através de seus “discípulos-ramos”, na esperança de que deles surjam bons frutos. Aqui cabe então a imagem do sangue, pois a seiva é para o reino vegetal, aquilo que nos animais e no ser humano é manifesto no sangue.

Prossigamos: Seu Sangue começa a fluir no fluir do nosso sangue, cada vez que nos denominamos Seus discípulos. Exteriormente a imagem não faz sentido, mas se percebemos que este fluir ocorre noutro âmbito, a imagem ganha força e veracidade: Cada vez que lemos, estudamos, interiorizamos Sua Palavra, ela começa a ganhar vida e fluir dentro de nós. A Boa-Nova do Seu Evangelho (a boa notícia, que se transmitiu pela palavra), não deve ser algo abstrato retido no intelecto humano, mas deve tornar-se num elemento vivo e poderoso que flui e transforma a vida daquele que se deixa permear por ela.

“… Eu sou a Videira, vós sois os ramos!”

Eis aí a bela e difícil tarefa de tornar-se discípulo: deixar fluir sua “seiva sangue” em nós que somos os ramos e deste modo, compenetrados com a força da sua palavra, poderemos vir a gerar bons frutos.

Assim chegamos à pergunta central:

Como nos tornamos permeáveis a força da Sua Palavra?

Outros talvez venha a formular esta pergunta de outra maneira:

Como percebemos o poder que flui do Seu Sangue, portador de Sua Palavra?

Neste ponto retornamos à frase de caminhão, mencionada no início.

Às vezes, nós – seres humanos – precisamos percorrer diferentes caminhos para, mais a frente, reconhecer que queríamos chegar a lugares parecidos.

O “incômodo” inicial com a frase do caminhoneiro, se diluiu um pouco e surgiu a sensação de que provavelmente aquele motorista, usando sua própria linguagem, estava tentando dizer a todos que quisessem ler em seu caminhão, algo sobre este empenho genuíno em tornar-se discípulo de Cristo. A limitação era minha em não haver percebido isto…

A videira é única, os ramos podem ser muitos e os frutos serão os mais diversos.

Nestes tempos confusos e contraditórios de pandemia, onde parece que crescem cada vez mais a intolerância e os motivos para nos separarmos e segregarmos dos que pensam diferente de nós, a lição aprendida com aquele caminhoneiro desconhecido, me fez refletir sobre a necessidade de maiores doses de humildade e de boa vontade, se queremos de fato nos tornar ramos desta Videira Verdadeira.

Renato Gomes

Reflexão para o domingo, 18 de abril

Época de Páscoa

Referente ao perícope de João 10, 1-18

Ao anunciar: “Eu sou a porta”, Cristo posiciona-se como o ser do limiar. Passagem entre o plano físico e o plano divino espiritual.

Nos primórdios do desenvolvimento da humanidade, nossas habitações não tinham portas. Estávamos imersos na natureza em completa união com os seres espirituais. Passo a passo, fomos nos internalizando. Adentramos cada vez mais nossa morada, criamos limites ao nosso redor, criamos a porta e a fechamos. Este enorme passo evolutivo conteve em si a oportunidade de voltarmo-nos para nós mesmos e desenvolvermos a consciência, porém levou-nos também à suscetibilidade da alma. Estivemos à mercê do ser que ao encontrar as portas fechadas e, estando temporariamente em posse das chaves, trancou-as para que não mais pudéssemos sair à luz do dia, não reconhecêssemos no sol o ser divino que nos supria, nem percebêssemos nos astros os seres divinos. A alma fez-se escuridão, as cortinas cerraram-se e a porta não se abria para o livre ir e vir.
Eis que o Verbo se fez carne e caminhou entre nós!
Ele descerrou nossos olhos, e conclamou: “Levanta-te, vem para fora!”.
As cortinas se rasgaram, as portas se destrancaram e os seres humanos puderam receber o sopro do Divino Espírito Santo; a escuridão do túmulo da alma tornou-se luz no altar da alma. Cristo é a porta que nos leva ao mundo espiritual. Cabe a cada um de nós perceber cada vez mais seu auxílio, descerrar os olhos, levantar, tocar a porta, abrir a porta, ser a porta que nos conduz à “re-união” com o espírito. O Eu sou a Porta aguarda no limiar e nos recebe de braços abertos, de portas abertas.

Viviane Trunkle