Referente à perícope do Evangelho de Marcos 7, 31-37
Em diferentes momentos da vida podemos ter a vivência de não poder falar, de sermos incapazes de nos expressar. Da mesma forma acontece com o nosso ouvir, com a capacidade de entender o outro.
Essas vivências de incapacidade são multiplicados pelo mundo em que vivemos, que fica cada vez mais barulhento, confuso e corrido. Esse mundo nos puxa muito para fora, para longe do centro do nosso ser eterno.
Para curar o surdo-mudo, Cristo o tira da multidão. Ele o leva para si mesmo, para a solidão. Aí acontece o encontro íntimo com o Cristo e a cura.
Para podermos falar e ouvir bem, de vez em quando precisamos nos retirar do mundo. Precisamos estar sozinhos. Nessa solidão, há a possibilidade do encontro com o Cristo e a cura. Através desse encontro, se fortalece nosso ser eterno, nossa individualidade.
Assim fortalecidos, podemos nos abrir novamente para o mundo e encontrar o outro. Com isso, recuperamos a força para entender e a possibilidade de sermos entendidos.
Julian Rögge